Notícias da National Retail Fair – direto de Nova York
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Olá amigos,
estou acompanhando in loco na NRF (National Retail Fair), maior feira do setor de varejo dos Estados Unidos que acontece anualmente Nova York. Além de acompanhar a feira, estou fazendo visitas a alguns dos principais varejistas do país, em tours organizados pelo Grupo Gouveia de Souza. Vou aproveitar a oportunidade para dividir com vocês que acompanham o nosso blog algumas das visitas que mais me impressionaram. Espero que gostem!
Crate & Barrel:
Ao passar sua lua-de-mel na Europa em 1962, os fundadores da Crate & Barrel observaram a oportunidade de oferecer nos Estados Unidos produtos de design e decoração mais modernos e descolados a um custo acessível. Hoje eles têm um total de 100 lojas, incluindo as da bandeira CB2, que oferece produtos com preços mais populares. Somam-se a esse total duas lojas Crate & Barrel em Dubai e uma no Canadá.
A maior parte dos produtos é exclusiva da Crate and Barrel, cerca de 85%. Os não exclusivos são “must have” como máquinas Nespresso e panelas. São produtos importados de quase todo o mundo: Europa, América Latina e Ásia. O processo de pesquisa e importação para cada item começa cerca de dezoito meses antes de chegar às prateleiras.
Surpreendentemente, a gestão das lojas não é feita de forma automática e centralizada. As lojas não possuem um padrão visual. Cada gerente customiza a disposição dos produtos e decoração da loja de acordo com o seu público. Também fica a cargo do gerente a reposição de estoque, pois é ele quem conhece os produtos com maior ou menor vazão.
As lojas, em geral, têm dois andares: o primeiro com artigos de decoração e móveis mais baratos e o o segundo andar com móveis. As “coleções” do primeiro andar são renovadas quatro vezes ao ano, cerca de 80% do inventário é substituído, acompanhando as estações. Não há troca de produtos entre as lojas e os itens não vendidos são destinados a quatro outlets espalhados pelos EUA. Cerca de 25% das vendas da Crate and Barrel são feitas através de listas de casamento.
Uma observação sobre a organização: não há cultura multicanal. O consumidor que comprar on-line não pode retirar o item na loja, e não há a opção de comprar no site itens que não estejam em exposição nas lojas. Uma pena, já que essa estratégia agrega tanto valor ao consumidor!
A loja que visitamos, que é a maior de NY, tem 150 funcionários. A empresa fideliza também seus colaboradores. A profissional que nos guiou está na empresa há 21 anos. Começou fazendo carregamento de caminhões e construiu sua carreira na companhia.
É hoje a gerente responsável por todas as Crate & Barrel de Manhattan. Ao recrutar, o foco da empresa não é por profissionais com experiência prévia no varejo, mas sim com habilidades de vendas e bom nível cultural. Pelo menos 70% dos funcionários é “part-time”, em sua maioria estudantes que necessitam de tempo para focar nos estudos e ter flexibilidade com horários.
Ao término da visita, muitos do grupo não resistiram e acabaram comprando alguns presentinhos. A vontade era de comprar até os descolados lustres, mas faltou lugar na mala!
Eataly:
Depois de Torino e Tókio, chegou a vez de Nova York receber uma loja Eataly. Aberta em Agosto de 2010, vive lotada desde então. O conceito da Eataly é de um espaço que promova comida e cultura italiana.
Com 50.000 m2, a loja de produtos de origem italiana é dividida em diversas seções como: peixe, pasta, legumes e verduras, frios e carnes. O cliente tem a opção tanto de levar para cozinhar em casa, quanto de comer no local. Cada seção tem seu próprio restaurante.
Todos os itens dispostos de mercearia vêm diretamente da Itália e os itens perecíveis são comprados de fornecedores locais, com ênfase nas preocupações com higiene, origem garantida e respeito ao meio ambiente.
Há uma área dedicadas à aulas de culinária, que são na maioria das vezes ministradas pelos chefs dos restaurantes. A sinalização da loja é lúdica e brinca com trocadilhos de inglês e italiano. Mas é também bastante educativa e trata de conceitos como “comer bem” e “slow food”. Ex: Cozinhamos o que vendemos e vendemos o que cozinhamos.
Habitualmente a maior parte do faturamento vem dos restaurantes, mas durante o período de Natal foi a vez do varejo assumir a liderança, já que muitas pessoas compraram os ingredientes para cozinhar em casa.
São 550 funcionários em uma estrutura horizontal. Todos os funcionários passam por intenso treinamento. Alguns deles, como o brasileiro Felipe que conhecemos durante a visita e é o responsável pelo departamento de pastas frescas, ficou um mês na Sicilia em treinamento intensivo sobre o tema.
Encerramos a visita com um almoço no restaurante de massas, degustando uma deliciosa macarronada acompanhada de vinho italiano. Fomos servidos por um típico garçom italiano que não conseguiria jamais disfarçar seu forte sotaque: “Want more oil????”. Foi uma experiência completa!
Claudia Worms Sciama, Gerente de Negócios para o Varejo do Google Brasil
estou acompanhando in loco na NRF (National Retail Fair), maior feira do setor de varejo dos Estados Unidos que acontece anualmente Nova York. Além de acompanhar a feira, estou fazendo visitas a alguns dos principais varejistas do país, em tours organizados pelo Grupo Gouveia de Souza. Vou aproveitar a oportunidade para dividir com vocês que acompanham o nosso blog algumas das visitas que mais me impressionaram. Espero que gostem!
Crate & Barrel:
Ao passar sua lua-de-mel na Europa em 1962, os fundadores da Crate & Barrel observaram a oportunidade de oferecer nos Estados Unidos produtos de design e decoração mais modernos e descolados a um custo acessível. Hoje eles têm um total de 100 lojas, incluindo as da bandeira CB2, que oferece produtos com preços mais populares. Somam-se a esse total duas lojas Crate & Barrel em Dubai e uma no Canadá.
A maior parte dos produtos é exclusiva da Crate and Barrel, cerca de 85%. Os não exclusivos são “must have” como máquinas Nespresso e panelas. São produtos importados de quase todo o mundo: Europa, América Latina e Ásia. O processo de pesquisa e importação para cada item começa cerca de dezoito meses antes de chegar às prateleiras.
Surpreendentemente, a gestão das lojas não é feita de forma automática e centralizada. As lojas não possuem um padrão visual. Cada gerente customiza a disposição dos produtos e decoração da loja de acordo com o seu público. Também fica a cargo do gerente a reposição de estoque, pois é ele quem conhece os produtos com maior ou menor vazão.
As lojas, em geral, têm dois andares: o primeiro com artigos de decoração e móveis mais baratos e o o segundo andar com móveis. As “coleções” do primeiro andar são renovadas quatro vezes ao ano, cerca de 80% do inventário é substituído, acompanhando as estações. Não há troca de produtos entre as lojas e os itens não vendidos são destinados a quatro outlets espalhados pelos EUA. Cerca de 25% das vendas da Crate and Barrel são feitas através de listas de casamento.
Uma observação sobre a organização: não há cultura multicanal. O consumidor que comprar on-line não pode retirar o item na loja, e não há a opção de comprar no site itens que não estejam em exposição nas lojas. Uma pena, já que essa estratégia agrega tanto valor ao consumidor!
A loja que visitamos, que é a maior de NY, tem 150 funcionários. A empresa fideliza também seus colaboradores. A profissional que nos guiou está na empresa há 21 anos. Começou fazendo carregamento de caminhões e construiu sua carreira na companhia.
É hoje a gerente responsável por todas as Crate & Barrel de Manhattan. Ao recrutar, o foco da empresa não é por profissionais com experiência prévia no varejo, mas sim com habilidades de vendas e bom nível cultural. Pelo menos 70% dos funcionários é “part-time”, em sua maioria estudantes que necessitam de tempo para focar nos estudos e ter flexibilidade com horários.
Ao término da visita, muitos do grupo não resistiram e acabaram comprando alguns presentinhos. A vontade era de comprar até os descolados lustres, mas faltou lugar na mala!
Eataly:
Depois de Torino e Tókio, chegou a vez de Nova York receber uma loja Eataly. Aberta em Agosto de 2010, vive lotada desde então. O conceito da Eataly é de um espaço que promova comida e cultura italiana.
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Com 50.000 m2, a loja de produtos de origem italiana é dividida em diversas seções como: peixe, pasta, legumes e verduras, frios e carnes. O cliente tem a opção tanto de levar para cozinhar em casa, quanto de comer no local. Cada seção tem seu próprio restaurante.
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Todos os itens dispostos de mercearia vêm diretamente da Itália e os itens perecíveis são comprados de fornecedores locais, com ênfase nas preocupações com higiene, origem garantida e respeito ao meio ambiente.
Há uma área dedicadas à aulas de culinária, que são na maioria das vezes ministradas pelos chefs dos restaurantes. A sinalização da loja é lúdica e brinca com trocadilhos de inglês e italiano. Mas é também bastante educativa e trata de conceitos como “comer bem” e “slow food”. Ex: Cozinhamos o que vendemos e vendemos o que cozinhamos.
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Habitualmente a maior parte do faturamento vem dos restaurantes, mas durante o período de Natal foi a vez do varejo assumir a liderança, já que muitas pessoas compraram os ingredientes para cozinhar em casa.
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São 550 funcionários em uma estrutura horizontal. Todos os funcionários passam por intenso treinamento. Alguns deles, como o brasileiro Felipe que conhecemos durante a visita e é o responsável pelo departamento de pastas frescas, ficou um mês na Sicilia em treinamento intensivo sobre o tema.
Encerramos a visita com um almoço no restaurante de massas, degustando uma deliciosa macarronada acompanhada de vinho italiano. Fomos servidos por um típico garçom italiano que não conseguiria jamais disfarçar seu forte sotaque: “Want more oil????”. Foi uma experiência completa!
Claudia Worms Sciama, Gerente de Negócios para o Varejo do Google Brasil
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