Alguns pontos interessantes:
- O Mercado Livre é líder em todas as regiões sempre com um share parecido, e os demais players se alternam em geral com um share bem menor que o do Mercado Livre, mas próximos entre si.
- Além disso, o share do Mercado Livre é ainda maior nas regiões Sudeste e Sul e a diferença para o segundo colocado também é maior.
- Os principais sites de compras coletivas, Groupon, Peixe Urbano e Click On aparecem nas primeiras posições em todas as regiões, com exceção da região Norte onde apenas o Click On não aparece entre os top 10. Estes sites têm um share próximo aos demais players de varejo. Interessante lembrar que há pouco mais de um anos esses sites não existiam no Brasil, muito menos esse segmento!
- O Magazine Luiza aparece entre os dez primeiros apenas na Região Sul (10ª posição) e as Casas Bahia apenas na região Sudeste (9ª posição).
- Nessa lista dos dez primeiros não aparece nenhum player com atuação estritamente regional.
Diante disso, cabe analisar como seu e-commerce está posicionado em regiões estratégicas e que ações podem ser tomadas regionalmente para alavancar sua participação de mercado. E aí, quais são os próximos passos? Que tal trabalhar campanhas segmentadas geograficamente?
Felipe Ozorio, Analista Sênior de Varejo do Google Brasil
Fonte: Hitwise Serasa Experian
Esses números estão bastante próximos do % de acesso à Internet por região do país, que, segundo o Hitwise, tem como líder a região Sudeste com 61.1% dos acessos, seguida pela região Sul com 16%, depois a região Nordeste com 12.2%, Centro-Oeste com 7% e finalmente a região Norte com 3.5% dos acessos.
O próximo post mostrará o Ranking de sites por região. Aguarde!
Foi lançado esta semana um novo canal no YouTube: Cursos Online do AdWords. Nele, você encontra seminários básicos e avançados sobre as ferramentas de publicidade do Google.
Acesse e assista os vídeos sobre os assuntos que mais lhe interessam e aproveite para tirar suas dúvidas.
Fernanda Monteiro, Estrategista de Contas do Google Brasil
O crescimento acelerado do e-commerce no Brasil tem feito com que o varejo se adapte e crie novas estruturas e operações, exclusivamente focadas na internet. Ao mesmo tempo, o consumidor trafega com muita facilidade entre os canais offline e online, e opta por cada um deles de acordo com necessidades específicas.
Quando um consumidor não tem certeza sobre o bem que deseja adquirir, é importante que seja claro para ele quais as políticas de devolução da loja. E mesmo que o consumidor já saiba o que está comprando, é importante que ele tenha a segurança de poder devolver o produto caso seja necessário.
Neste quesito, o varejo online ainda tem muito a avançar – hoje no Brasil, apenas 3% das mercadorias compradas online são devolvidas. Nos EUA, este número varia entre 12% e 15% - um indicativo de que as pessoas estão muito mais acostumadas a devolver produtos comprados via internet, e que existe uma estrutura para isto.
No final de 2009, o Google realizou uma pesquisa em diversos segmentos do varejo, e notou que apesar de a loja online levar vantagem em quesitos como ‘preço’, ‘variedade’ e ‘conveniência’, o serviço de devolução ainda conta pontos negativos para um consumidor que tem que optar pela compra na loja física ou online.
Analisando o segmento de produtos eletrônicos, notamos que há mais pessoas satisfeitas com o serviço de devolução das lojas físicas do que nas lojas online. Neste caso, 46% dos compradores disseram-se satisfeitos com o serviço de devolução da loja física, contra apenas 31% daqueles que compraram em loja online.
Fonte: NetPop Research - produtos eletrônico - outubro / 2009
Ao analisarmos o segmento de moda e vestuário, a diferença é ainda maior: 51% dos compradores de lojas físicas dizem-se satisfeitos com o serviço de devolução, contra apenas 28% dos compradores em loja online.
Fonte: NetPop Research - Moda e Vestuário - outubro / 2009
A conclusão que tiramos destas análises é que nossos varejistas ainda têm uma grande oportunidade de melhoria de seus sistemas de logística reversa – tornando mais fácil a devolução de seus produtos, e divulgando de forma mais clara como este processo pode se dar. O resultado disto será um número crescente de compradores online, cada vez mais seguros de suas compras online e com tíquete médio cada vez mais alto.
Por João Carlos Pastore, Gerente de Vendas para o Varejo do Google Brasil